BOEDMG- Curso RADA- Parte Prática

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Após as teorias serem aprendidas, nada mais importante do que as colocar em prática. Chegou o dia de partirmos para a parte prática do Curso de Resgate em Áreas Remotas e de Difícil Acesso. Veja o texto e fotos sobre a parte teórica do curso

 

1º dia do Curso RADA – parte prática

Como a atividade é sempre iniciada bem cedo, saímos de casa por volta das 03:20 da madruga. Chegamos no Batalhão, onde já se encontravam algumas pessoas que iriam fazer o curso. Após todos chegarem e pegarem todos os equipamentos, saímos às 05:00 e fomos direto para o local do curso.

 

Início das atividades

Chegamos no local pouco depois do raiar do dia onde todos já ficaram em formação. Neste momento já foi decretada a primeira missão dos futuros instrutores: pegar bambus e cipós para montar um abrigo (bivac). Os alunos que foram para serem vítimas do resgate, foram designados para montar um abrigo para o repetidor de sinal, que faz e melhora a comunicação dos rádios no acampamento. O abrigo ficou camuflado e protegido da chuva.

Após os alunos voltarem com os bambus, o Comandante Welder e o Sub-Comandante Matozo chamaram todos para formação em fila a fim de pegarem todos os equipamentos que eles iriam usar durante o curso. Neste momento, foi ensinado como se coloca e para que servem os equipamentos de proteção individual, que são:

  • Cinto de Segurança
  • Luvas
  • Óculos de proteção
  • Capacete

A partir desse momento, eles só tirariam o equipamento no término do curso. Nem mesmo para dormir poderiam tirar.

Com todos devidamente equipados, eles tiveram a tarefa de montar o abrigo com os bambus e cipós que eles colheram. Eles montaram uma estrutura de uma água e a cobriram com lona e camuflaram com folhas de árvores. Ali todos eles iriam passar a noite.

 

Conhecendo o local de treinamento

Após a montagem do abrigo e uma pausa para lanche, todos subiram em marcha carregando os equipamentos para a área de treinamento. Lá seria montado um cabo aéreo para treinar os alunos de salvamentos em áreas remotas e de difícil acesso. Inicialmente todos ficaram responsáveis por montar este cabo aéreo o que é uma atividade difícil e que requer muita atenção pois é através deste cabo que eles transportariam os “feridos” e a si próprios. Quando finalizaram com o cabo aéreo eles tiveram que treinar a colocação da prancha de madeira dentro da maca sked, com as devidas amarrações. Neste momento eles se separaram em dois grupos para simular o transporte de uma vítima. Todos participaram de todo o processo de treinamento para saberem de todos os detalhes para no próximo dia não cometerem erros estando com uma vítima real durante o resgate.

Um detalhe foi o grande dificultador de muitas das ações durante o treinamento: a chuva. A partir de um certo momento, a chuva começou a cair incessantemente e tornou tudo mais emocionante. Pra completar, no final deste dia de treino, foi ordenado a todos fazerem flexões na água. Isso faz parte do treinamento e da disciplina dos que procuram este tipo de profissão. E assim, molhados, passariam a noite no abrigo.

 

Fim do primeiro dia

A noite já tinha caído e os alunos, junto com o comando, desceram em marcha para o acampamento. Todos se reuniram em formação para finalizar oficialmente o primeiro dia. Com o fogo já feito, muitos que estavam ainda molhados ficaram a beira do fogo para tentar se secar e aquecer. Cada um ficou responsável pelo preparo do seu próprio alimento. Mas se estão pensando que isso seria o fim do trabalho, muito se enganam. Eles tiveram que revezar em grupos para fazer a sentinela do acampamento. Não é nada fácil mas a vontade de perseverar é maior que qualquer frio e sono.

 

2º dia do Curso RADA – parte prática

Às 07:30 da manhã todos já estavam reunidos em forma para iniciar o dia. Com certeza não foi uma noite fácil pois, como dito, eles dormiram com a roupa que iniciaram o curso, equipamentos e após um dia de muita ralação, estavam molhados e teriam que lidar com isso. Subiram em marcha e cantando músicas motivadoras e de força, carregando todos os equipamentos. A parte da manhã de domingo seria para treinamento, desta vez com “vítima” para que na parte da tarde, eles fizessem a prova prática.

A primeira atitude do comandante foi de separar todo o grupo em duas equipes, para a realização das atividades. Enquanto o comandante Welder estava com uma equipe dando as orientações, o sub-comandante Matozo dava as instruções no outro grupo. Uma equipe ficou responsável inicialmente pelo APH (atendimento pré-hospitalar) e pranchamento da vítima e envelopamento na maca sked e outra equipe com a montagem do cabo aéreo. Após cada um realizar a sua atividade, eles iriam trocar as funções. Isso é de extrema importância pois todos precisam saber todas as atividades por completo.

Após todos fazerem os procedimentos de treino eles retornaram para o acampamento para a hora do almoço e descansarem um pouco para depois retornar para o resgate definitivo com “vítimas” e serem avaliados pelas atividades.

 

Prova final

Chegou a hora de colocar em prova tudo o que os alunos aprenderam nas aulas teóricas e nas práticas. Com um dia com clima completamente oposto ao do dia anterior, o sol brilhava forte e todos retornaram para a área de treinamento, onde teriam que realizar as mesmas atividades da parte do treinamento da manhã, porém em avalização.

 

APH

Neste momento de teste, os instruídos tinham que realizar todos os procedimentos de atendimento pré-hospitalar, como avaliar o que a vítima sofreu detectando a sua emergência, fazer os cuidados necessários no local respeitando o tipo de lesão presente, colocar a vítima na maca da forma correta e fixar todas as fitas de segurança, colocar a maca de madeira dentro da maca sked e envelopar da maneira correta para a vítima ser transportada em cabo aéreo.

 

Cabo Aéreo

Com o cabo aéreo já montado, eles teriam que levar a vítima até o local e atravessá-la de forma segura até o outro lado, onde parte da equipe espera para levar a vítima até um local seguro para fazer a transferência para um tratamento definitivo em hospital.

Uma equipe iria fazer primeiramente todo o processo enquanto a outra aguardava em outro local. Foi determinado um tempo limite para que os resgatistas realizassem todo o processo. A tensão tomou conta das duas equipe. Mesmo com as dificuldades do ambiente eles conseguiram realizar a prova em 1:20hrs (a primeira turma) e 1:21hrs (a segunda turma).

Segundo o comandante, uma grupo de resgate experiente e treinado e em condições favoráveis geralmente conclui este tipo de operação em 45 minutos. Para os alunos, que estão aprendendo e sem a experiência do ofício, concluir em 01:20hrs é um ótimo tempo! No fim, todas as duas equipes foram aprovadas e alguns deles se tornarão instrutores do Batalhão de Bombeiros de Operações de Desastres de Minas Gerais.

Após tudo finalizado, descemos todos para o local de acampamento para desmontar tudo para voltarmos para as nossas respectivas casas.

 

Retorno à base

Ao retornar ao Batalhão, com os alunos mais uma vez em formação, foram feitas as devidas considerações sobre o curso, com destaques para os alunos Walace, Rosa e Martins pelo empenho e aproveitamento nas atividades. Nós, do Entre Trilhas e Aventuras, fomos homenageados com uma salva de palmas, além de um discurso do Comandante Welder nos agradecendo pela participação e registro. Nos foi dada a palavra onde agradecemos e prestamos nossa homenagem à todos os envolvidos, comando e alunos, pelo belo trabalho visando formar profissionais que salvarão muitas vidas futuramente. Pedimos uma salva de palmas à todos eles também!

 

Concluindo

Foi um ótima experiência para nós do Entre Trilhas e Aventuras participar deste curso, pois com ele vemos que muitos aventureiros, tomando e não tomando os cuidados necessários, podem a vir se tornar uma vítima em ambientes outdoor e virem a ser resgatados por estes que fazem sempre um belo serviço, podendo salvar muitas vidas.

Nos sentimos honrados com o convite e deixamos aqui nosso respeito e admiração à todos que participaram deste curso que foi feito de forma voluntária. Nosso respeito também à todos os bombeiros, verdadeiros heróis e guardiões de nossas comunidades.

 

Contato

Quem tiver interesse em fazer o curso, segue abaixo as informações de contato:

1º Batalhão de Bombeiros de Operações em Desastres de Minas Gerais

Rua Maria das Neves Figueiredo Carlos, 53, Sevilha A, Ribeirão das Neves-MG.

Telefone de contato: (31) 3161-5040 / 3627-3248.

Site oficial: www.bombeiroscomunitarios.org.br. 

 

 

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