Adventure Crossroads- Nova Lima/MG

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Mais uma vez o Entre Trilhas e Aventuras esteve presente em um evento da World Adventure Society. No último dia 11/11, estive (Pri) no Adventure Crossroads, desta vez realizado no Alphaville, em Nova Lima/MG. Por se tratar de um sábado à tarde chuvoso e frio, o número de pessoas no evento não era grande. Mas os que estavam pareciam realmente muito interessados, por se tratarem de aventureiros, querendo ouvir as experiências dos palestrantes deste dia.

Palestrante 1

A primeira palestra foi com Sanner Moraes, um atleta profissional de Canionismo. A prática consiste em transpor obstáculos dentro de cânions com cursos d’água, sendo eles verticais e horizontais, usando vários tipos de equipamentos e técnicas. A atividade surgiu na Europa, mais exatamente na França e Espanha. No Brasil, o precursor da atividade foi Carlos Zaith, um espeleólogo que se encantou pelo mundo do canionismo e o trouxe pra cá em 1989.

Sanner falou o que o levou a prática do desporto e mostrou alguns ponto da Serra da Canastra, onde ele atua efetivamente como canionista. Além disso, ele explicou bem quais são as ações dentro da atividade. Algumas delas são: preparação de equipamentos; a caminhada de ascensão; o salto; a flutuação; o rapel; a marcha aquática; a desescalada e a progressão em águas brancas. Foi interessante pois pude conhecer melhor sobre esse mundo do canionismo e, confesso que a vontade de praticar essa modalidade, se tornou ainda maior.

 

Palestrante 2

A segunda palestra foi com Antônio Fonseca, que tem a aventura em suas veias e comanda expedições para vários locais do mundo. A sua última jornada foi na África, em uma expedição para o Monte Kilimanjaro. Mas a sua palestra, nesta edição do evento, foi sobre a experiência com o Coronel Leite, no projeto Travessias Extremas. (Edição anterior do evento)

 

O objetivo deste projeto, foi de atravessar todo a extensão do Salar de Uyuni à pé. O salar está localizado na Bolívia e é o maior e mais alto deserto de sal do mundo. Cada um levou consigo uma carretinha, onde colocavam todos os seus pertences, como comidas, água, roupas e todo o equipamento de camping. Eles eram acompanhados por duas pessoas, responsáveis pela confecção de todas as imagens.

Segundo Antônio, não foi nada fácil, pois foram muitos os percalços encontrados no caminho. Alguns problemas com a carretinha, que estragou algumas vezes, sendo que uma delas, a equipe de apoio (imagem) teve que pegá-la e levá-la até a cidade para o conserto. Com isso, Antônio e Leite tiveram que colocar toda a bagagem em uma carretinha somente, o que torna mais complicado o deslocamento. Outro dificultador citado por ele foi a amplitude térmica. A diferença chegava em 50 graus em um mesmo dia, com sensação térmica de 35º C durante o dia e durante à noite -15ºC.

Mesmo com todas as dificuldades, eles conseguiram finalizar a travessia em um tempo menor que o previsto. Fizeram um trajeto de 165 km em 6 dias em um local inóspito. Estava planejado pra ser realizado em 8 dias e ter mais 2 como reserva, somando 10 dias. Realmente o projeto foi realizado de forma muito louvável, por todas as condições e adversidades que tiveram. Foi uma grande aventura e que continuará em breve, em outros locais do mundo.

 

Palestrante 3

O terceiro palestrante foi Alberto Andrich, que é o presidente da WAS (World Adventure Society). Ele quem acompanhou, fazendo imagens fantásticas, no projeto Travessias Extremas, citado acima. Desta vez, ele trouxe a palestra com tema “Como se tornar um fotografo de aventura”.

Alberto sempre organiza e participa de muitas expedições juntamente com outros fotógrafos e videomakers. Eles capturam fotos a partir de muitos ângulos, inclusive de helicópteros. Segundo um piloto que o acompanhou na expedição para o Aconcágua, ele é o único fotógrafo no mundo que tem uma foto do pico do mesmo, visto de uma altitude igual/maior que o pico. Com o projeto Travessias Extremas, foram muitas as fotos feitas no decorrer do Salar de Uyuni e, como qualquer projeto, aparecem os problemas. Um drone que estava sendo utilizado para imagens aéreas caiu de uma altura grande durante a filmagem. Acredita-se que, por conta do eletromagnetismo da região, ele parou de funcionar, resultando em um drone espatifado no chão. À partir daí, não conseguiram fazer essas imagens tão preciosas do drone.

Ele menciona que, pra fazer a foto perfeita, o que mais tem que estar envolvido é o amor pela fotografia. Não é somente um equipamento caro que vai fazer com que você faça a foto dos sonhos. Os estudos, as experiências em campo, tudo faz crescer a habilidade e o olhar pra fotografia.

 

Querendo mais!

A certeza que eu trouxe depois de mais uma edição do Adventure Crossroads é que é um evento importante para todas as pessoas envolvidas em algum tipo de aventura. São muitas as experiências compartilhadas, que ajudam a agregar e, até mesmo, nos ajudar na próxima aventura. Fiquem ligados para as próximas edições. Estaremos divulgando em nossas redes sociais.

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