Letícia Martins – Mulheres Aventureiras e seus desafios

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Nos últimos tempos, as mulheres tem alcançado cada vez mais espaço na sociedade, bem como na carreira profissional, sendo empreendedoras, tendo cargos de destaque em grandes empresas, na política, como grandes cientistas no meio acadêmico, no meio esportivo,etc. Isso por ser advindo das discussões atuais sobre emponderamento feminino, que tem tomado a mídia, consolidando, ainda mais, o poder que uma mulher tem. A Maior parte dessas ações certamente têm sido positivas para a conquista das mulheres e, na prática das atividades e esportes de aventura, não é diferente.

Contudo, se comparado aos homens, somos minoria nas atividades outdoor. Assim sendo, quais seriam os possíveis motivos para tal fato? Falta de oportunidade, medo da exposição ao ambiente, falta de motivação e de respeito pelo fato de ser mulher? Pensando na quantidade de questionamentos acerca do universo feminino e também a fim de comemorar ao Mês da Mulher, tivemos a ideia de fazer uma entrevista guiada, com mulheres que são representantes em vários esportes e atividades outdoor, como hiking, trekking, montanhismo, escalada, canionismo e mountain bike.

Cada dia da semana vocês conhecerão uma mulher que, inegavelmente com muita garra e vontade, mostram que somos aventureiras e capazes de tudo!

Conheça afinal a mulher aventureira de hoje!

Letícia Martins

Letícia é uma aventureira que pratica e ama o mountain bike.
Serra da Calçada- Minas Gerais

Atividade de aventura: Mountain Bike

Há quanto tempo iniciou: Há cinco anos

Redes Sociais: Instagram@lemrts_

Como iniciou nas suas aventuras sobre as duas rodas? Já começou direto no mountain bike?

Costumo dizer que não “pedalo” bicicleta. Eu respiro bicicleta! Minha família sempre teve uma relação estreita com a bike, então a curiosidade pela magrela de duas rodas começou cedo! O mountain bike desde então tem sido a modalidade número um nas minhas aventuras ciclísticas. Colocar as rodas pra girarem na terra, meio a natureza, traz instantaneamente uma sensação de liberdade e conexão com o ambiente muito grande. É um momento para relaxar, me inspirar, e superar meus limites.

Você percebeu alguma diferença de tratamento por ser mulher em algum momento?

O ciclismo tanto no ambiente esportivo, quanto no profissional, sempre foi predominantemente um espaço masculino, mas felizmente não intimidador. A bike é “do bem”! Sempre fui fascinada por sua capacidade de sintonizar pessoas diferentes em um propósito comum: superar desafios e compartilhar experiências ímpares. Devo a isso o fato de sempre ter sido muito bem recebida na comunidade ciclística, mesmo enquanto uma minoria feminina.

Você percebeu algum aumento de mulheres no esporte?

Ainda falta muito para que possamos nos igualar em volume na prática do esporte, mas felizmente a adesão feminina ao ciclismo é a que mais cresce ano à ano. Houve um crescimento do poder socioeconômico para as mulheres que trabalham, juntamente a uma proliferação de novas tendências para se exercitar, e nesse emparelhamento a bike acabou se tornando parte da vida e rotina de muitas mulheres.
A indústria rapidamente detectou esse crescimento e grandes marcas como a Specialized, por exemplo, investem fortemente nas pesquisas tecnológicas para o desenvolvimento de bicicletas e artigos especificamente femininos, visando a melhor conexão possível entre as mulheres, seus corpos, e suas bicicletas. O cenário é extremamente favorável para nos unirmos e pedalarmos cada vez e maior quantidade!

Qual seria a sua dica para mulheres que querem começar a pedalar e ir para o mountain bike?

A proliferação feminina no ciclismo tem sido tão exponencial que hoje existem vários grupos de pedal exclusivos para mulherada, se unir à um deles é uma ótima opção para quem quer começar a pedalar. Independente da modalidade garanto que não vão faltar histórias pra contar e, muita vontade de pedalar!

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